domingo, 23 de maio de 2010
O Comer e o Saborear
sábado, 15 de maio de 2010
O Ponto G Feminino
O exercício da sexualidade entre seres humanos é uma das bênçãos mais lindas oferecidas pelo Criador aos homens. Nós temos a possibilidade de entender este privilégio e de vivenciá-lo de forma não apenas sensorial, podemos ampliar a experiência na valorização da companhia e do que ela significa para nós, além de apreciar nossas próprias sensações envolvidas na experiência, bem como a do outro. A figura bíblica de uma-só-carne é sob todas as óticas perfeita para descrever a experiência e seu contexto. É poética e densa em seus significados.
Sempre que o assunto é sexualidade é importante lembrar que ela se refere não apenas de ato sexual e que a sexualidade humana é muito abrangente e mesmo a relação sexual, propriamente, é capaz de descortinar-se numa enebriante plasticidade.
Neste espaço nos restringiremos a questão do Ponto G feminino. Recentemente foi divulgada a notícia[1] de que cientistas italianos afirmam ter realizado, pela primeira vez, ultra-sonografias que comprovam a existência do ponto G. Vamos começar do começo e nivelar nosso entendimento sobre o que seja o Ponto G feminino.
No começo dos anos 50, um médico alemão, Dr. Ernest Gandfenber, descreveu determinado lugar, situado dentro da vagina que, desde então passou a chamar-se ponto Grafenberg ou G. Este ponto encontra-se localizado cerca de
Particularmente, como especialista, considero qualquer valorização de partes sobre o todo como, no mínimo, restritiva. Mas sou amplamente favorável à agregação de conhecimentos que nos façam não nos fixar, mas estender nossas possibilidades. Explorar o corpo, conhecê-lo de forma a nos beneficiar com este conhecimento é importante e só melhora nossa qualidade de vida.
Voltando aos cientistas, segundo o ginecologista Emmanuele Jannini, os exames inéditos revelaram claras diferenças anatômicas entre mulheres que disseram ter atingido orgasmo vaginal e outras que não vivenciaram a experiência. Este tipo de orgasmo é atingido pelo estímulo da parede vaginal, sem a fricção simultânea do clitóris. Nos testes, os especialistas realizaram um ultra-som para visualizar a uretra e a vagina de nove mulheres que tiveram orgasmos vaginais envolvendo o ponto G e de outras 11 que nunca sentiram o ápice do prazer sexual nesta região. Os exames das mulheres do primeiro grupo acusaram um claro espessamento do tecido uretrovaginal, que seria associado ao orgasmo vaginal.
Este estudo já gera polêmicas. Alguns especialistas desafiam a teoria de que mulheres que não atingiram orgasmo vaginal não têm o ponto G. Beverly Whipple, da Universidade de Rutger, de Nova Jersey - que, junto com uma equipe de médicos, cunhou o termo ponto G em 1981, esclarece que este estudo é intrigante, mas não significa necessariamente que mulheres que não têm orgasmo não têm o ponto G. Estudos conduzidos pela equipe norte-americana sugerem que todas as mulheres descrevem alguma espécie de sensibilidade na área onde o ponto G estaria localizado. A pesquisadora afirmou que o próximo passo é pedir às mulheres que se estimulem sexualmente e repitam os exames, já que a área pode inchar com a pressão física, e sinaliza que futuros exames poderiam revelar que todas as mulheres têm o ponto G.
É importante entender que a vagina é sensível, algumas regiões especificamente possuem muitas terminações nervosas e determinadas partes, como o Ponto G, podem criar sensações físicas intensas. É por isso que diferentes posições de penetração provocam diferentes sensações.
O que queremos ressaltar é que não é tão importante a fixação exagerada com relação a pontos, de forma a tornar isso um fardo nos encontros sexuais, algum tipo de obstinação. As coisas são mais simples, recebemos um precioso presente quando fomos criados com tantas especificidades, tanto homens como mulheres. Minha sugestão é que vocês desfrutem e maximizem esse presente divino à medida em que se interessem pelo seu cônjuge. A maior garantia de prazer comum, está no conhecimento individual, no exercício de auto-perceção que contribui muito na percepção do outro. Isto feito em conjunto só pode significar satisfação que vai além esfera sexual.
domingo, 9 de maio de 2010
Os Exercícios de Kegel e outras coisinhas...
Não devemos nos esquecer que somos seres criados em três dimensões que precisam ser igualmente valorizadas e cuidadas. Somos corpo, alma e espírito. Frequentemente me preocupo quando percebo em pessoas a minha volta uma supervalorização de uma destas dimensões em detrimento das outras.
Precisamos cuidar de nós equilibradamente e integralmente. Cuidar do corpo, da saúde deste corpo, é nossa responsabilidade. Não temos tudo sob nosso controle – na verdade, talvez nada – somos eventualmente surpreendidos com algum problema nesta área provocado por circunstâncias externas a nós, mas pelo menos no que depende de nós devemos nos cuidar. Mulheres tendem a cuidar dos seus. É nossa natureza. É muito bom, nós gostamos! Mas não se deve esquecer, o cuidado consigo mesma. É sobre um destes cuidados que vamos falar, o cuidado com a Musculatura do Assoalho Pélvico.
O fundo da pelve óssea (bacia) termina numa cavidade em forma de funil chamada cavidade pélvica, que contém os órgãos pélvicos (útero, ovários, bexiga...). O fundo deste funil (que na mulher adulta tem cerca de
Os músculos, como todos sabemos, enfraquecem se não forem exercitados. Nenhuma mulher está livre dos fatores causadores deste enfraquecimento, mas todas podem minimizá-los com exercícios simples assim. O enfraquecimento da MAP tem consequências desagradáveis e sérias, por outro lado seu fortalecimento pode proporcionar bem-estar, alegrias e prazeres. Exercitar constantemente a MAP, melhora a irrigação sanguínea desta musculatura favorecendo as condições necessárias a um orgasmo eficaz e diminui a ação degenarativa do envelhecimento sobre o sistema urogenital da mulher. A melhora no desempenho sexual é, certamente, um dos motivos que levam a mulher a querer exercitar sua MAP é esta notável melhoria, que pode alcançar diversos níveis de acordo com o grau de treinamento, por aumento de força, resistência e principalmente de coordenação motora.
Neste sentido aproveitemos este espaço para comentar sobre os exercícios a respeito dos quais você pode pesquisar e procurar especialistas no assunto antes de exercitar-se. O mais conhecido são os chamados Exercícios de Kegel, também há os denominados pompoarismo e mais recentemente o neopompoarismo que acrescenta uma manobra as 8 anteriores, os cones vaginas e bem wa.
Por volta de 1945, o médico ginecologista norte americano Arnold Kegel reparou que suas pacientes que sofriam de incontinência urinária após a gestação apresentavam quase sempre um visível enfraquecimento da MAP. A partir desta correlação ele imaginou que o fortalecimento da MAP deveria corrigir a incontinência urinária, e o guiou a desenvolver uma série de exercícios para a reabilitação desta musculatura, conhecidos hoje como Exercícios de Kegel em sua homenagem. Kegel descreveu resultados surpreendentes: praticamente todas as pacientes tiveram resultados positivos. Foi registrado, em todas elas, no mínimo alguma redução na incontinência, sendo que em alguns casos o problema havia sido totalmente eliminado.
Para maior surpresa do médico, algumas das pacientes relataram uma melhora significativa no prazer durante o relacionamento sexual. Algumas delas que, por exemplo, nunca haviam sentido um orgasmo anteriormente, experimentavam pela primeira vez desta sensação, simplesmente pela estimulação da MAP através daqueles exercícios tão simples. Kegel publicou uma série de artigos descrevendo a relação entre a função do assoalho pélvico com a continência urinária e o desempenho sexual da mulher, que serviram de base para a fisioterapia uro-gineco-obstétrica contemporânea.
Os exercícios tem dificuldade gradual e iniciam-se pela familiarização com a MAP, exercício de percepção de si mesma apoiado pela correta respiração. Há os exercícios básicos e os avançados que visam: ganho de força, ganho de resistência e ganho de coordenação motora.
Os cones vaginais são pequenas cápsulas de formato anatômico, constituídas de materiais resistentes e pesados que, ao serem inseridos no canal vaginal, proporcionam o estímulo necessário para que a mulher contraia corretamente os músculos do assoalho pélvico evitando que os abdominais sejam contraídos durante os exercícios. Eles ainda permitirem um treinamento com aumento de carga progressivo, exatamente como acontece na musculação de academia para o restante do corpo. O treino com aumento progressivo de carga é a forma mais rápida e eficaz de fortalecimento muscular. Um kit é composto normalmente por cinco ou seis cones, com pesos que variam entre 20g a 100g. A indicação depende de cada objetivo, mas de um modo geral, não é necessário chegar até o cone de 100g a não ser quando a finalidade seja melhoria do desempenho sexual.
Em teoria o pompoarismo consistiria de oito manobras de contração da musculatura vaginal e dos grandes lábios da vulva para produzir movimentos que permitem que a vagina execute variados movimentos ao redor do pênis. Estas podem ser realizadas com intensidade e velocidade variável, em sequência ou de forma alternada, de acordo com cada gosto
Em toda a região da Índia os exercícios para a musculatura do assoalho pélvico (MAP) são há milênios transmitidos de mãe para filha, como uma forma de fazer a mulher mais feliz consigo mesma, além de melhor esposa e mãe. Isso porque esses exercícios, praticados de maneira regular, melhoram a gestação, o parto e ainda potencializam extraordinariamente o desempenho sexual. Foi lá que surgiu o ben wa, um dispositivo interessante no auxílio da identificação da MAP, bem como no treino de força e coordenação motora desta musculatura. Este pequeno aparelho é formado por duas ou mais esferas (normalmtente com cerca de
Os movimentos aprendidos e aperfeiçoados com o ben wa eram utilizados inicialmente pelas mulheres tailandesas na prática dopompoarismo, uma série de exercícios desenvolvidos para potencializar o desempenho sexual da mulher. Hoje o ben wa atravessou as fronteiras daquele país, popularizando-se mundialmente e sendo conhecido como as bolinhas tailandesas.
É importante lembrar que o treino com o ben wa é voltado especificamente para o ganho de coordenação motora, não sendo seu foco principal o ganho de força. Mesmo assim, como todo treino de coordenação, ele acaba invariavelmente incrementanto em alguns graus a força muscular. Para quem busca especificamente graus maiores de força, o instrumento melhor indicado seria o cone vaginal.
Como você viu as opções de exercício são muitas, apenas pincelamos algumas, esperando motivá-la a praticar. A orientação de um especialista é muito importante para evitar problemas. Mas sob todas as óticas é importante começar a praticar. Bom proveito!
O Prazer Masculino
Neste texto o assunto é o prazer masculino e a intenção é provocar os leitores, homens ou mulheres, no sentido de lembrar que sempre podemos ser melhores em todos os aspectos da vida e, no sexual, não é diferente. O homem pode aprender a prolongar o tempo de prazer erótico através de orientações sexológicas. A base fundamental para não antecipar o orgasmo e a ejaculação, como acontece na ejaculação precoce, é condicionar a atenção consciente nas sensações sexuais e apreciar a diluição das tensões que se expandem em forma de prazer por todo o organismo.
Já dissemos antes, e enquanto tivermos essa prerrogativa o faremos, que a plenitude nos relacionamentos encontra-se na sensibilidade. Ela implica na consciência de um valor pessoal e valor do outro, isso implica em ética. A sensibilidade nos faz capazes de sentir também com a alma. Tudo que fazemos desprovido de respeito é inócuo ou pode ser prejudicial. No caso do sexo, técnicas e performances, tem muito resultado fisiológico e, somente isto. Para alguns é suficiente. Mas, para quem quer ir além, o aprendizado agregado ao comprometimento com o bem-estar do outro, sem esquecer do seu, fará maravilhas indescritíveis e preciosas. O alto desempenho performático acaba sendo um acontecimento consequente.