domingo, 23 de maio de 2010

O Comer e o Saborear



Preciso dizer que este não será um texto gastronômico, ainda que o título possa induzir você a pensar assim. Entretanto, a gastronomia nos ajudará, espero, a expressar o que navega pela minha mente e coração nesta ensolarada manhã.

Gastronomia está relacionada com a arte de bem cozinhar, a fim de proporcionar o maior prazer a quem come, a arte de comer bem e de apreciar os bons pratos. Comer, indica introduzir alimentos no estômago pela boca, mastigar, engolir. Saborear, na própria definição, tem um sentido muito rico: degustar lentamente; provar com prazer; apreciar o sabor de; comer demoradamente; gozar lentamente, voluptosamente; comprazer-se em; sentir prazer; deleitar-se; e, regozijar-se.

Fiquei pensando em duas classes de pessoas, ainda que estas categorizações simplistas me pareçam muito pobres, não sejam a minha praia... Enfim, ocorreu-me existirem pessoas que tem passado pela vida como alguém que simplesmente come sem se dar conta de nada mais além do que o ato que está praticando e pessoas que conseguem saborear a vida e identificar sentido e valor no que estão vivenciando.

Vamos voltar a falar sobre a sexualidade através destas figuras de comer e saborear. Por favor, não se preocupem com o que pode haver de pejorativo no verbo comer, entenda-o neste contexto e saiba que mesmo no sentido pejorativo ainda será aplicável.

A sexualidade está diretamente relacionada à nossa integralidade como seres humanos inseridos neste nosso ambiente, chamado Terra. Isto envolve nossa capacidade de nos relacionar com o meio para percebê-lo, bem como as oportunidades de interação com outras pessoas. O que quero dizer é que algumas coisas só são possíveis se houver o desenvolvimento da sensibilidade. Desenvolver a sensibilidade é um aprendizado possível a todos, ainda que alguns a tenham de forma inata por uma questão de traço de personalidade. Há pessoas que sentem com mais intensidade todas as coisas, naturalmente. Ainda assim ainda há espaço para desenvolver-se de forma equilibrada.

A diferença entre comer e saborear está justamente na nossa capacidade de sentir e valorizar, na sensibilidade. Estes são conceitos subjetivos. Muitos de nós não fomos educados para a sensibilidade. Sensibilidade é uma disposição humana que pode ser desenvolvida ou inibida. Compartilho com o pensamento de Nietzsche sobre inteligência, ele dizia que a “inteligência era ‘ferramenta’ e ‘brinquedo’ do corpo”. Ferramentas são conhecimentos que permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. Brinquedos são todas aquelas coisas que não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria a alma. Ruben Alves diz[1], sobre a educação para a sensibilidade: “Para isso vivemos: para o prazer e a alegria. Mas, para isso, é preciso que a sensibilidade seja educada. É a sensibilidade que traz felicidade ao corpo. Mas, é precisamente isso que não cai nos vestibulares. Os vestibulares, todos eles, se concentram no conhecimento das eventuais ferramentas do pensamento, e de tal maneira enchem o tempo e a cabeça dos adolescentes e jovens com tal conhecimento – pois é o único conhecimento que pode ser medido de forma quantitativa – não sobra tempo para a educação da sensibilidade. Se os jovens não gostam de ler, se não desenvolvem a sua sensibilidade para as artes, se não ficam fascinados com a variedade da cultura humana, se são insensíveis à beleza da natureza, a culpa não é deles. Desde cedo os vestibulares lhes ensinaram que as únicas coisas importantes são as ferramentas.”

A capacidade de saborear as relações, e não apenas as sexuais, está limitada a sensibilidade temos e que vamos adquirindo. Por isso, a maturidade (e não falo de anos vividos) nos dá maior dimensão do que seja importante e a capacidade de efetuar a adequada priorização na vida vai se aprimorando. Precisamos clareza de percepção para entender o que seja a importância das “ferramentas e brinquedos”.

A sensibilidade nos faz valorizar a nós mesmos e a entendermos que o outro também tem valor. Isso na dimensão sexual oferece aos cônjuges - e falo a cônjuges, considerando as relações estáveis, onde há histórias vividas em comum, momentos bons e maus compartilhados e conhecimento do que traz alegria ao outro - oportunidades de vivências excepcionais nesta esfera.

É importante para homens e mulheres aprenderem sobre sexo. É importante para a mulher entender o sexo numa dimensão fisiológica e não apenas romântica. É importante que o homem conheça sobre as possibilidades do seu orgasmo, sobre deixar-se conhecer pela sua parceira e conhecer formas de enriquecer suas experiências sexuais. Técnicas e performances são muito interessantes e agregadoras. Entretanto, essa relação ainda ficará aquém do que poderia, se não aprendermos sobre sensibilidade, sobre alegria da alma. A diferença entre comer, saciar a fome e saborear reside exatamente na alma e no quanto ela se expande, brilha, brinca, se delicia e valoriza o que experimenta.

Nas relações a dois há espaço para tudo: fastfood, comida habitual, jantares especiais e banquetes. Tudo tem sua hora. Tudo pode ser muito bom e tudo pode ganhar novas cores e sabores, se soubermos apreciar detalhes e usufruir os momentos. Mas lembre-se, só é capaz de fazer de cada momento um momento especial, quem aprende a sentir, não apenas com o corpo, mas também com a alma. Boas refeições!


[1] ALVES, Rubem. Por Uma Educação Romântica. SP: Papirus, 2002. P. 78.

sábado, 15 de maio de 2010

O Ponto G Feminino

O exercício da sexualidade entre seres humanos é uma das bênçãos mais lindas oferecidas pelo Criador aos homens. Nós temos a possibilidade de entender este privilégio e de vivenciá-lo de forma não apenas sensorial, podemos ampliar a experiência na valorização da companhia e do que ela significa para nós, além de apreciar nossas próprias sensações envolvidas na experiência, bem como a do outro. A figura bíblica de uma-só-carne é sob todas as óticas perfeita para descrever a experiência e seu contexto. É poética e densa em seus significados.

Sempre que o assunto é sexualidade é importante lembrar que ela se refere não apenas de ato sexual e que a sexualidade humana é muito abrangente e mesmo a relação sexual, propriamente, é capaz de descortinar-se numa enebriante plasticidade.

Neste espaço nos restringiremos a questão do Ponto G feminino. Recentemente foi divulgada a notícia[1] de que cientistas italianos afirmam ter realizado, pela primeira vez, ultra-sonografias que comprovam a existência do ponto G. Vamos começar do começo e nivelar nosso entendimento sobre o que seja o Ponto G feminino.

No começo dos anos 50, um médico alemão, Dr. Ernest Gandfenber, descreveu determinado lugar, situado dentro da vagina que, desde então passou a chamar-se ponto Grafenberg ou G. Este ponto encontra-se localizado cerca de 25 a 50 milímetros no interior da vagina, na posição das doze horas em direção ao umbigo. Ele é análogo a prostrata no homem. Quando estimulado, esse ponto pode tornar-se mais liso e duro do que qualquer outro tecido da parede vaginal. Muito se tem escrito a respeito desse fenômeno, apesar de muitos terapeutas o considerarem valorizado em excesso.

Particularmente, como especialista, considero qualquer valorização de partes sobre o todo como, no mínimo, restritiva. Mas sou amplamente favorável à agregação de conhecimentos que nos façam não nos fixar, mas estender nossas possibilidades. Explorar o corpo, conhecê-lo de forma a nos beneficiar com este conhecimento é importante e só melhora nossa qualidade de vida.

Voltando aos cientistas, segundo o ginecologista Emmanuele Jannini, os exames inéditos revelaram claras diferenças anatômicas entre mulheres que disseram ter atingido orgasmo vaginal e outras que não vivenciaram a experiência. Este tipo de orgasmo é atingido pelo estímulo da parede vaginal, sem a fricção simultânea do clitóris. Nos testes, os especialistas realizaram um ultra-som para visualizar a uretra e a vagina de nove mulheres que tiveram orgasmos vaginais envolvendo o ponto G e de outras 11 que nunca sentiram o ápice do prazer sexual nesta região. Os exames das mulheres do primeiro grupo acusaram um claro espessamento do tecido uretrovaginal, que seria associado ao orgasmo vaginal.

Este estudo já gera polêmicas. Alguns especialistas desafiam a teoria de que mulheres que não atingiram orgasmo vaginal não têm o ponto G. Beverly Whipple, da Universidade de Rutger, de Nova Jersey - que, junto com uma equipe de médicos, cunhou o termo ponto G em 1981, esclarece que este estudo é intrigante, mas não significa necessariamente que mulheres que não têm orgasmo não têm o ponto G. Estudos conduzidos pela equipe norte-americana sugerem que todas as mulheres descrevem alguma espécie de sensibilidade na área onde o ponto G estaria localizado. A pesquisadora afirmou que o próximo passo é pedir às mulheres que se estimulem sexualmente e repitam os exames, já que a área pode inchar com a pressão física, e sinaliza que futuros exames poderiam revelar que todas as mulheres têm o ponto G.

É importante entender que a vagina é sensível, algumas regiões especificamente possuem muitas terminações nervosas e determinadas partes, como o Ponto G, podem criar sensações físicas intensas. É por isso que diferentes posições de penetração provocam diferentes sensações.

O que queremos ressaltar é que não é tão importante a fixação exagerada com relação a pontos, de forma a tornar isso um fardo nos encontros sexuais, algum tipo de obstinação. As coisas são mais simples, recebemos um precioso presente quando fomos criados com tantas especificidades, tanto homens como mulheres. Minha sugestão é que vocês desfrutem e maximizem esse presente divino à medida em que se interessem pelo seu cônjuge. A maior garantia de prazer comum, está no conhecimento individual, no exercício de auto-perceção que contribui muito na percepção do outro. Isto feito em conjunto só pode significar satisfação que vai além esfera sexual.



[1] Fonte BBC Brasil 20/02/2008 - 18h14

domingo, 9 de maio de 2010

Os Exercícios de Kegel e outras coisinhas...

Não devemos nos esquecer que somos seres criados em três dimensões que precisam ser igualmente valorizadas e cuidadas. Somos corpo, alma e espírito. Frequentemente me preocupo quando percebo em pessoas a minha volta uma supervalorização de uma destas dimensões em detrimento das outras.

Precisamos cuidar de nós equilibradamente e integralmente. Cuidar do corpo, da saúde deste corpo, é nossa responsabilidade. Não temos tudo sob nosso controle – na verdade, talvez nada – somos eventualmente surpreendidos com algum problema nesta área provocado por circunstâncias externas a nós, mas pelo menos no que depende de nós devemos nos cuidar. Mulheres tendem a cuidar dos seus. É nossa natureza. É muito bom, nós gostamos! Mas não se deve esquecer, o cuidado consigo mesma. É sobre um destes cuidados que vamos falar, o cuidado com a Musculatura do Assoalho Pélvico.

O fundo da pelve óssea (bacia) termina numa cavidade em forma de funil chamada cavidade pélvica, que contém os órgãos pélvicos (útero, ovários, bexiga...). O fundo deste funil (que na mulher adulta tem cerca de 10 cm de diâmetro), é fechado por uma espécie de "cama elástica" chamada assoalho pélvico. O assoalho pélvico é formado por 13 músculos, conhecidos em conjunto como musculatura do assoalho pélvico (MAP), auxiliados por fáscias e ligamentos (que funcionam como elásticos biológicos). A função de todo este conjunto é sustentar os órgãos pélvicos, como uma cama elástica sustenta o peso de alguém que pula sobre ela. Os elementos mais fortes e decisivos para este fim são os músculos.

Os músculos, como todos sabemos, enfraquecem se não forem exercitados. Nenhuma mulher está livre dos fatores causadores deste enfraquecimento, mas todas podem minimizá-los com exercí­cios simples assim. O enfraquecimento da MAP tem consequências desagradáveis e sérias, por outro lado seu fortalecimento pode proporcionar bem-estar, alegrias e prazeres. Exercitar constantemente a MAP, melhora a irrigação sanguínea desta musculatura favorecendo as condições necessárias a um orgasmo eficaz e diminui a ação degenarativa do envelhecimento sobre o sistema urogenital da mulher. A melhora no desempenho sexual é, certamente, um dos motivos que levam a mulher a querer exercitar sua MAP é esta notável melhoria, que pode alcançar diversos níveis de acordo com o grau de treinamento, por aumento de força, resistência e principalmente de coordenação motora.

Neste sentido aproveitemos este espaço para comentar sobre os exercícios a respeito dos quais você pode pesquisar e procurar especialistas no assunto antes de exercitar-se. O mais conhecido são os chamados Exercícios de Kegel, também há os denominados pompoarismo e mais recentemente o neopompoarismo que acrescenta uma manobra as 8 anteriores, os cones vaginas e bem wa.

Por volta de 1945, o médico ginecologista norte americano Arnold Kegel reparou que suas pacientes que sofriam de incontinência urinária após a gestação apresentavam quase sempre um visível enfraquecimento da MAP. A partir desta correlação ele imaginou que o fortalecimento da MAP deveria corrigir a incontinência urinária, e o guiou a desenvolver uma série de exercícios para a reabilitação desta musculatura, conhecidos hoje como Exercícios de Kegel em sua homenagem. Kegel descreveu resultados surpreendentes: praticamente todas as pacientes tiveram resultados positivos. Foi registrado, em todas elas, no mínimo alguma redução na incontinência, sendo que em alguns casos o problema havia sido totalmente eliminado.

Para maior surpresa do médico, algumas das pacientes relataram uma melhora significativa no prazer durante o relacionamento sexual. Algumas delas que, por exemplo, nunca haviam sentido um orgasmo anteriormente, experimentavam pela primeira vez desta sensação, simplesmente pela estimulação da MAP através daqueles exercícios tão simples. Kegel publicou uma série de artigos descrevendo a relação entre a função do assoalho pélvico com a continência urinária e o desempenho sexual da mulher, que serviram de base para a fisioterapia uro-gineco-obstétrica contemporânea.

Os exercícios tem dificuldade gradual e iniciam-se pela familiarização com a MAP, exercício de percepção de si mesma apoiado pela correta respiração. Há os exercícios básicos e os avançados que visam: ganho de força, ganho de resistência e ganho de coordenação motora.

Os cones vaginais são pequenas cápsulas de formato anatômico, constituídas de materiais resistentes e pesados que, ao serem inseridos no canal vaginal, proporcionam o estímulo necessário para que a mulher contraia corretamente os músculos do assoalho pélvico evitando que os abdominais sejam contraídos durante os exercícios. Eles ainda permitirem um treinamento com aumento de carga progressivo, exatamente como acontece na musculação de academia para o restante do corpo. O treino com aumento progressivo de carga é a forma mais rápida e eficaz de fortalecimento muscular. Um kit é composto normalmente por cinco ou seis cones, com pesos que variam entre 20g a 100g. A indicação depende de cada objetivo, mas de um modo geral, não é necessário chegar até o cone de 100g a não ser quando a finalidade seja melhoria do desempenho sexual.

Em teoria o pompoarismo consistiria de oito manobras de contração da musculatura vaginal e dos grandes lábios da vulva para produzir movimentos que permitem que a vagina execute variados movimentos ao redor do pênis. Estas podem ser realizadas com intensidade e velocidade variável, em sequência ou de forma alternada, de acordo com cada gosto em particular. O neopompoarismo relaciona-se a descrição cientificamente formulada das manobras tradicionais do pompoarismo. O Neopompoarismo é composto de nove manobras (uma a mais que a tradicional). Sua importânciase deve a desmistificação do pompoarismo reformulando a antiga teoria dentro dos conceitos científicos modernos de anatomia e de cinesiologia (a ciência do movimento humano).

Em toda a região da Índia os exercícios para a musculatura do assoalho pélvico (MAP) são há milênios transmitidos de mãe para filha, como uma forma de fazer a mulher mais feliz consigo mesma, além de melhor esposa e mãe. Isso porque esses exercícios, praticados de maneira regular, melhoram a gestação, o parto e ainda potencializam extraordinariamente o desempenho sexual. Foi lá que surgiu o ben wa, um dispositivo interessante no auxílio da identificação da MAP, bem como no treino de força e coordenação motora desta musculatura. Este pequeno aparelho é formado por duas ou mais esferas (normalmtente com cerca de 5 cm de diâmetro), ligadas uma-a-outra por um cordão flexível. Elas devem ser inseridas e expulsas da vagina a partir de movimentos que trabalham a MAP e os abdominais.

Os movimentos aprendidos e aperfeiçoados com o ben wa eram utilizados inicialmente pelas mulheres tailandesas na prática dopompoarismo, uma série de exercícios desenvolvidos para potencializar o desempenho sexual da mulher. Hoje o ben wa atravessou as fronteiras daquele país, popularizando-se mundialmente e sendo conhecido como as bolinhas tailandesas.

É importante lembrar que o treino com o ben wa é voltado especificamente para o ganho de coordenação motora, não sendo seu foco principal o ganho de força. Mesmo assim, como todo treino de coordenação, ele acaba invariavelmente incrementanto em alguns graus a força muscular. Para quem busca especificamente graus maiores de força, o instrumento melhor indicado seria o cone vaginal.

Como você viu as opções de exercício são muitas, apenas pincelamos algumas, esperando motivá-la a praticar. A orientação de um especialista é muito importante para evitar problemas. Mas sob todas as óticas é importante começar a praticar. Bom proveito!

O Prazer Masculino



Neste texto o assunto é o prazer masculino e a intenção é provocar os leitores, homens ou mulheres, no sentido de lembrar que sempre podemos ser melhores em todos os aspectos da vida e, no sexual, não é diferente. O homem pode aprender a prolongar o tempo de prazer erótico através de orientações sexológicas. A base fundamental para não antecipar o orgasmo e a ejaculação, como acontece na ejaculação precoce, é condicionar a atenção consciente nas sensações sexuais e apreciar a diluição das tensões que se expandem em forma de prazer por todo o organismo.

É bem freqüente a identificação de alguns temores enfrentados por homens nos nossos dias - talvez mais do que em outros tempos - porque a mulher conquistou seu direito de expressão com relação a suas expectativas. Porém, mais enfático do que isto é a existência de toda uma pressão da mídia, focada em interesses econômicos que pressionam homens e mulheres e acabam desembocando em algumas patologias. Esse é um outro tema que, quem sabe, abordaremos oportunamente. Enfim, o fato é que segundo pesquisas, aumentaram os temores masculinos de fracasso no desempenho sexual, a necessidade neurótica de “dar prazer” à parceira, o medo de rejeição, entre outros fatores, que desfocalizam a mente e dificultam a apreciação plena do prazer sexual amplo. Muitas das vezes a questão do “dar prazer” é muito mais egoística do que parece, porque está relacionada apenas com a vaidade performística, o que já é um estresse.


A boa notícia para os homens, seja para o fim a que se desejar utilizar, é que pode-se através de exercícios, com o treinamento adequado utilizar-se técnicas baseadas no pompoarismo para fortalecimento do pênis e região pélvica. É possível fortalecer e aumentar a irrigação sanguínea usando contrações e exercícios manuais, garantindo mais prazer em sua vida sexual.Precisamos advertir que existem instrumentos que fazem algumas promessas, mas que podem comprometer a estrutura do pênis e torná-la passível de rompimento dos tecidos quando usado algum método errado de treinamento. Neste sentido, a adoção de exercícios próprios, feitos poucos minutos diariamente e sem instrumentos externos, o homem pode fortalecer e tornar seu pênis mais sensível. Ele pode perceber que o processo de excitação se torna rápido e duradouro e consegue maior controle sobre todo o processo. É uma questão que propicia autoconhecimento que favorece o compartilhamento de sensações. Com a perseverança nos treinamentos o homem pode conhecer o orgasmo seco, aprendendo a dissociar orgasmo de ejaculação, o que possibilita atos sexuais prolongados, sob controle.


Já dissemos antes, e enquanto tivermos essa prerrogativa o faremos, que a plenitude nos relacionamentos encontra-se na sensibilidade. Ela implica na consciência de um valor pessoal e valor do outro, isso implica em ética. A sensibilidade nos faz capazes de sentir também com a alma. Tudo que fazemos desprovido de respeito é inócuo ou pode ser prejudicial. No caso do sexo, técnicas e performances, tem muito resultado fisiológico e, somente isto. Para alguns é suficiente. Mas, para quem quer ir além, o aprendizado agregado ao comprometimento com o bem-estar do outro, sem esquecer do seu, fará maravilhas indescritíveis e preciosas. O alto desempenho performático acaba sendo um acontecimento consequente.